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Reportagem mostra que crianças seguem atravessando rio em boia e prefeito acusa TV de omitir informações

Uma reportagem exibida na manhã desta segunda-feira (22/01) nos programas Hora 1 e Mais Você da TV Globo, mostra que após um ano da primeira matéria da mesma TV sobre esse assunto. As crianças do povoado Passagem da Nega, na Zona Rural de Campo Maior, continuam fazendo a travessia utilizando uma boia, mas que agora isso não acontece todos os dias. A travessia perigosa é feita somente nos dias em que a van, contratada pela Prefeitura da cidade, não passa.

Foto: Reprodução/TV Clube - Filiada da Globo no Piauí

Segundo o professor Jefferson Evangelista, representante do povoado, a prefeitura colocou uma van para fazer o deslocamento dos estudantes por outro caminho que não precisa passar pelo rio. “O prefeito criou uma rota alternativa, mas este percurso aumenta a distância em cerca de 35 km. O percurso normal se tivesse a ponte seria de 8 km”, afirmou o professor.

Ainda segundo Jefferson, outra dificuldade é a situação da estrada que é de terra batida e quando chove forte o micro-ônibus não consegue passar. No começo desde mês, os estudantes perderam muitas aulas porque a van não conseguiu passar pela lama.

Francisca de Sousa, mãe da pequena Mariana, admite na reportagem que quando a van passa, o perigo para a filha é menor, no entanto, ela destaca que os moradores do povoado também necessitam se locomover e passam pelo rio.

Outro lado

O prefeito professor Ribinha acusa a TV de Globo de omitir informações e afirma ainda que a oposição se aproveitou da situação para fazer uso político da reportagem.

Segundo o prefeito, os alunos da comunidade Passagem da Negra não atravessam mais o rio. Professor Ribinha se disse triste com a abordagem da reportagem. “Usaram de má fé. Nossos alunos não atravessam o rio. Isso porque tivemos a responsabilidade de colocar uma Van e construir uma estrada alternativa, mesmo sendo mais distante, para evitar aquele constrangimento”, disse ele.

Ribinha acusou ainda membros da oposição de incentivaram os pais a atravessarem seus filhos no dia que a reportagem esteve no local, para que a emissora de TV filmasse. “Mesmo o transporte estando na porta de casa, alguns de forma irresponsável fizeram as pessoas atravessarem para causar um choque na matéria. Não tenho dúvida que isso tem intuito político”.

O prefeito afirmou que suas explicações foram cortadas da reportagem. “Expliquei que temos dois projetos. Um, da construção de uma ponte, no valor de 1,5 milhão. E, outro, de uma Passagem Milhada, orçada em 700 mil. Afirmei que o município não tem condições financeiras para arcar com a obra e recorremos ao governo do Estado e governo Federal para que nos ajude com a obra. Mas os dois alegam dificuldades financeiras”, disse.

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