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IMPUNIDADE: Homens que agrediram travesti em Sigefredo Pacheco já estão em liberdade

Um crime ocorrido na noite da última terça-feira (25/09) na cidade de Sigefredo Pacheco, causou grande repercussão na região de Campo Maior. Um travesti identificado como Antônio Matias Neto (40 anos), mais conhecido como “Netinha”, foi brutalmente espancado por dois rapazes identificados como Pedro Guilherme Oliveira dos Santos (18 anos) e o menor de iniciais A.W. S. S. (17 anos).

Inicialmente o crime foi divulgado nas redes sociais como tendo cunho político, pois Netinha fala em um vídeo que foi espancada por não votar em um candidato a presidência. Mas ao chegar na delegacia o travesti mudou a versão e afirmou que a agressão foi por que ela se recusou continuar a ser extorquida pelos jovens. “Eu fui agredido porque sou travesti e porque não aceitei mais eles me extorquindo”, disse Netinha à polícia.

Netinha afirmou ainda que no momento da gravação do vídeo estava sob efeito de medicação, o que levanta a suspeita de que alguém a obrigou a fazer as declarações alegando que o crime teria motivação política. O que também é crime, sem falar que a vítima ainda foi muito exposta.

Os dois elementos foram detidos na tarde de quarta-feira (26) por policiais do GPM de Sigefredo Pacheco, sob o comando do sargento Hagson. Ao chegar na delegacia de Campo Maior, os dois confessaram a autoria do crime. Mas na tarde de quinta-feira (28) os dois foram postos em liberdade pelo fato do crime ter sido configurado como lesão corporal leve, diante disso eles irão responder o processo em liberdade.

O caso continuará sob investigação sem questões políticas de direita ou esquerda, sendo tratado somente como crime passional. O comando da investigação ficará sob responsabilidade da delegada Camila Miranda do 2º Distrito Policial de Campo Maior.

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