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Professores estaduais mantêm greve e protestam contra reajuste do governo de 2,8%

Os professores da rede estadual de ensino decidiram que vão à justiça contra o projeto de lei aprovado pela Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi), que reajustou o salário da categoria em 2,8%. A classe decidiu continuar com a greve, que já dura três semanas, e realizaram um protesto nesta segunda-feira (25) em frente ao Palácio de Karnak, Centro de Teresina.

A diretoria do Liceu Piauiense, maior Escola Estadual, que tem 840 alunos, contou com 90% dos professores em sala de aula. Apesar disso, os alunos ainda reclamam por estarem com prejuízos porque a greve paralisou as atividades por duas semanas.

“A gente tem um prejuízo vindo de março, de uma primeira greve e agora dessa segunda continua o prejuízo, porque passou uma semana parado. Já eram pra ter começadas as provas mensais e também as bimestrais, que parece que não vai ter a bimestral agora. A gente vai começas ainda as mensais” disse a aluna Luana Fontenele.

Os professores iniciaram nesta segunda-feira (25) com uma Assembleia geral reivindicando por um reajuste de 6,81%, o equivalente ao piso nacional do magistério. O governo havia fechado um acordo favorável à classe, mas acabou voltando atrás, desconsiderando o reajuste.

O reajuste 2,05% acabou sendo aprovado na semana passada. O governo alega que não pode dar mais por causa da legislação eleitoral, mas os professores disseram que todo processo no trâmite do projeto está dependente e irão recorrer à justiça.

“O Sinte vai continuar em greve geral por tempo indeterminado, até que nós entremos na justiça na próxima semana. Porque vamos organizar todas as peças que foram cometidas pela Assembleia Legislativa, a exemplo de fazer uma reunião da CCJ às portas fechadas e a gente sabe que essa reunião tem que ser aberta ao público, aprovaram a lei e de depois levaram ao plenário. Então, nós vamos entrar na Justiça pra requerer, sim, o nosso percentual de ajuste”, informou Paulina Andrade, presidente do Sinte-PI.

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