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CUIDADO COM O POTÓ: O bichinho temido por todos costuma aparecer nos períodos mais quentes

Potó (termo oriundo do tupi) é a designação comum a várias espécies de coleópteros do gênero Paederus, especialmente o Paederus irritans. Seu principal interesse para o meio humano é a existência de toxinas em sua hemolinfa, dos quais se destaca a pederina, capazes de provocar sérias lesões na pele, chamadas de pederismo (pederose ou dermatite Paederus). Recebe a denominação vulgar no Brasil de potó, e ainda potó-pimenta, pimenta, papa-pimenta, burrico, trepa-moleque. No Peru recebe os nomes de aranha de drácula ou balalus.

O Potó é um inseto pequeno que mais parece uma formiga, mas na maioria das vezes o estrago que ele deixa na pele de uma pessoa não é proporcional ao seu tamanho. Durante os períodos mais quentes, eles aparecem e são responsáveis por muitas queimaduras na pele humana. Esses bichinhos que aparentemente podem parecer inofensivos são da família dos besouros e costumam aparecer no final do período chuvoso, quando está começando o calor.

O que as pessoas costumam chamar de “urina” é na verdade uma secreção tóxica que provoca a queimadura quando se choca com a pele. O Potó libera essa toxina como uma forma de defesa, já que eles acreditam que serão atacados e dependendo do tipo de pele, a queimadura pode ser mais agressiva.

O Potó gosta de calor e normalmente escolhe lugares mais quentes do corpo humano para pousar, por conta disso é que costumamos ver as pessoas atingidas no pescoço, dobra do cotovelo e atrás dos joelhos. Este inseto também é atraído pela luz branca, pois é neste ambiente que ocorre a reprodução.

Em Campo Maior o número de vítimas desses bichinhos aumentou bastante nos últimos dias, principalmente durante os Festejos de Santo Antônio, já que na Praça Bona Primo a iluminação é toda com luzes brancas e por conta disso e do calor, era muito comum vê-los por lá.

Precauções

Durante a época de incidência do inseto, algumas medidas profiláticas podem ser adotadas a fim de minimizar e prevenir as ocorrências das dermatites, na época de chuvas com clima quente. Dentre essas pode-se colocar mosquiteiros ou telas nas janelas e portas, para se evitar o ingresso dos mesmos nas residências; reduzir o número de lâmpadas acesas que os atraiam, ou trocar lâmpadas brancas por amarelas, diminuir a exposição do lixo que contenha restos animais ou vegetais em decomposição e também é importante antes de deitar sacudir os lençóis, observar embaixo do travesseiro e, sempre que possível, vasculhar os cantos do quarto. E sempre que ver um potó andando sobre a pele, o ideal é tirá-lo com calma e lavar a área com água abundante.

Tratamento

Se a pessoa identificar uma mancha avermelhada na pele, pode  significar que o potó liberou a substância naquele local, portanto não se deve colocar nada sobre a lesão. O recomendado é buscar um especialista para que ele avalie o grau da queimadura. Em casos simples, uma pomada anti-inflamatória pode ser utilizada para desinflamar e hidratar o local, já em casos mais graves, pode haver até uma infecção secundária.

Essas lesões ainda podem ser agravadas quando se utiliza algo na queimadura, inclusive métodos caseiros ou produtos que não atendam suas reais finalidades. Creme dental, pomadas ginecológicas, margarina, entre outros, são itens que devem ser completamente ignorados.

Esses produtos podem, além de piorar a gravidade da lesão, causar reações alérgicas, além de demorar a cicatrização da ferida. É recomendável também que a queimadura não seja exposta à luz solar. E após apresentar melhora, é importante utilizar protetor solar para evitar manchas.

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