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Greve dos caminhoneiros chega ao 4º dia e causa reflexos pelo país

Pelo 4º dia seguido, caminhoneiros fazem manifestações em 25 estados e no Distrito Federal. Os atos desta quinta-feira (24) dão continuidade à mobilização contra a disparada do preço do diesel, que faz parte da política de preços da Petrobras em vigor desde julho de 2017.

No estado do Piauí foram registrados protestos pela Polícia Rodoviária Federal em cinco cidades: Marcolândia, Picos, Uruçuí, Bom Jesus e Teresina. As consequências dos protestos já são sentidas na Ceasa e o aeroporto de Teresina.

Protesto dos caminhoneiros em Bom Jesus-PI. (Foto: Divulgação/PRF)

Veja abaixo a lista das principais consequências da greve:

  • houve redução nas frotas de ônibus em várias cidades, inclusive em capitais;
  • faltam combustíveis, há filas nos postos e valores abusivos de até R$ 10 por litro chegaram a ser cobrados, donos de postos foram presos.
  • há relatos de desabastecimento em supermercados, principalmente de hortifrutigranjeiros;
  • hospitais suspenderam procedimentos por conta de falta de medicamentos;
  • em diversos segmentos, fábricas pararam suas produções: 15 montadoras de automóveis estão sem atividades;
  • produtores descartaram leite e falam que já houve necessidade de sacrificar pintinhos por falta de ração;
  • há possibilidade de racionamento de energia em Rondônia e falta de água no Rio de Janeiro e regiões do Rio Grande do Sul;
  • Maioria dos aeroportos funciona normalmente, mas já há registros de cancelamentos de voos da Azul Linhas Aéreas;
  • Bovespa opera em queda; despencam 15% as ações da Petrobrasapós a redução no preço do diesel.

Em alguns pontos do país, o protesto dos caminhoneiros recebeu apoio de motoristas de aplicativo, motoristas de fretados, de vans e de mototaxistas. Houve até a presença de faixa de apoio de agricultores em um dos bloqueios.

Medidas anunciadas

Na noite de quarta, a Câmara dos Deputados aprovou o projeto que elimina a cobrança de PIS-Cofins sobre o diesel até o fim de 2018. A Petrobras informou que não mudará a política de reajustes. Mas na noite desta quarta anunciou uma redução de 10% por 15 dias no preço do diesel vendido pelas refinarias como um “gesto de boa vontade” para dar solução à crise motivada pelo movimento dos caminhoneiros.

Com informações do G1

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