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Chuvas não param e áreas alagadas aumentam em Campo Maior; Prefeito pede ajuda ao exército

Campo Maior enfrenta um dos invernos mais rigorosos das últimas décadas. Todos os rios da cidade já transbordaram e a água está invadindo os bairros que estão localizado mais próximos dos rios e os que estão nas regiões mais baixas do município. Ontem o prefeito Ribinha assinou um decreto estabelecendo “situação de emergência” em Campo Maior. Segundo o professor Ribinha, um grande número de famílias já foram atingidas e ainda estão desabrigadas.

“As equipes da prefeitura estão trabalhando sem parar, mas não temos gente suficiente para socorrer tantas pessoas, e nem o aporte financeiro para isso. Eu já determinei que todas as secretarias se envolvam no socorro aos desabrigados e eles estão retirando pessoas das áreas alagadas, mas são muitas famílias, e pra piorar, continua chovendo muito em Campo Maior”, disse ele.

Hoje o secretário Marcelo Miranda enviou duas equipes da secretaria de saúde compostas com vários profissionais para auxiliar os desabrigados e aqueles que ainda estão em suas casas, em área de risco. As equipes levam remédio, comida, e médicos realizaram consultas em pessoas que estão doentes em decorrência  da estação chuvosa e das condições de alagamento.

No final tarde, por volta das 16:30h. começou a chover forte novamente em Campo Maior. Foram mais de 2h de chuva torrencial, e até o momento, mesmo diminuindo, ainda chove na cidade. O nível das águas está muito alto e em alguns pontos a situação é realmente preocupante. Um trecho da BR 343, na saída na cidade em direção a Piripiri, a água chegou a passar por sobre a ponte do rio Pintadas. Toda a região que dos bairros Água Azul, passando por Flores, Califórnia, Cariri, Matadouro, Vila Papi, estão completamente alagados e sem condições de andar pelas ruas por que a água está transbordando sobre as calçadas.

A situação no centro da cidade também é preocupante, pois o açude grande está no limite e sangrando há alguns dias. A água do açude vai direto para o rio Pintadas e regiões do bairro de Fátima, Paulo VI, Estação podem ser afetadas com o grande volume de água da sangria e mais as chuvas que não param de cair.

Durante a tempesteada ocorrida na tarde de hoje as equipes da prefeitura e a Defesa Civil continuavam trabalhando, socorrendo famílias. As últimas informações de equipes da SEMAS indicam que o risco às famílias aumentou e as águas estão subindo rapidamente. O prefeito Ribinha pediu ajuda do Exército quando foi noticiado que 250 famílias estavam ilhadas e em situação perigosa.

“Solicitei a ajuda do Exército, pois o nosso efetivo, mesmo com a ajuda de muitos voluntários, ainda é insuficiente para o tamanho da tarefa que estamos enfrentando em Campo Maior. Espero o mais breve receber o apoio do Estado e do Governo Federal”, disse Ribinha. Além da secretaria de saúde, equipes da secretaria de trânsito, comandadas pelo Major Paz estão ajudando no transporte de famílias para os abrigos da prefeitura.

Com informações do Portal Livre (Ascom PMCM)

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