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Pesquisa do Instituto Datamax mostra Devan Eugênio com larga vantagem na disputa para Federal em Campo Maior

Números da pesquisa Datamax realizada em Campo Maior, que o 180 graus divulga nesta quinta-feira (15/02) no blog Pesquisa Eleitoral, mostram o clima da acirrada disputa no colégio eleitoral, principalmente entre os pré-candidatos às vagas proporcionais.

No levantamento estimulado, realizado entre os dias 3 e 4 de fevereiro, o empresário Devan Eugênio – ainda sem partido – aparece com 38,75% da preferência dos eleitores entrevistados, quando questionados em quem votariam para deputado federal caso a eleição fosse hoje.

O ex-prefeito Paulo Martins, que tenta dentro do Partido dos Trabalhadores emplacar sua pré-candidatura à Câmara, tem 18,13%, seguido de Fábio Abreu (PTB), com 11,25%, Rejane Dias (PT), somando 7,5%, e Assis Carvalho, com 2,19%.

Também sondados, Heráclito Fortes (PSB), Flávio Nogueira (PDT) e Iracema Portella (Progressistas), tiveram 0,94%, 0,63%, e 0,31% de preferência, respectivamente. Indecisos foram 10,63%, e os que disseram Nenhum/Nulo/Branco somam 9,69%.

Mais do que reforçar o crescimento do nome de Devan entre o eleitorado, mesmo sequer tendo o empresário definido por sigla partidária, os números refletem a queda da popularidade de Paulo Martins, que já foi prefeito de Campo Maior. Na hipótese de confronto direto entre os dois pela vaga na Câmara, simulado pelo instituto, o empresário da família Eugênio sairia na frente com 48,13% contra 31,56% para o petista, que hoje preside a Fundação dos Esportes do Piauí (Fundespi).

Quando questionados, 58% dos entrevistados disseram que votariam em Devan caso ele seja candidato e 24% responderam que não. Com Paulo Martins, 41% disseram que não votariam no ex-prefeito para deputado federal, e 37% disseram que sim.

Até mesmo para Aluísio Martins (PT), irmão de Paulo, o cenário não é dos melhores. O DataMax perguntou aos entrevistados quem, dos dois deputados estaduais que são de Campo Maior, consideram mais atuante pelo município. Antônio Félix (PSD), irmão do ex-prefeito Joãozinho Félix, se saiu melhor com 50%, contra Aluísio, 22%.

E para medir o capital político de quatro das principais lideranças em Campo Maior, o instituto simulou como se sairiam hoje numa eventual disputa pela prefeitura. No primeiro cenário, um enfrentamento entre Paulo e Professor Ribinha, com o ex-prefeito obtendo 35% de preferência contra 20% do atual gestor.

Caso o confronto fosse entre Ribinha e Joãozinho Félix, 52,19% disseram que votariam no ex-prefeito, e 25% escolheriam o professor petista. Ribinha perderia até em um eventual cenário contra Devan Eugênio. O empresário teria 46,88% de preferência numa possível eleição para prefeito de Campo Maior, contra 25% de Ribinha.

Já na hipótese de cassação do atual prefeito, foi simulado um possível confronto entre Devan e Joãozinho, no qual o empresário levaria a melhor com 44,38% contra 39,38% para o ex-prefeito. Já em outro cenário de disputa pela prefeitura, entre os nomes de Joãozinho e Paulo Martins, o primeiro soma 45% de preferência, contra 30% do petista.

Ficha técnica

A pesquisa DataMax está registrada no Tribunal Regional Eleitoral sob o número PI-07146/2018. Foi realizada nos dias 3 e 4 de fevereiro, ouvindo 320 eleitores da zona urbana. Tem margem de erro de 5,48% para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%.

Análise

O principal entrave político de Paulo neste momento é a intenção do PT em lançar Merlong Solano como o terceiro forte pré-candidato – atrás de Rejane Dias e Assis Carvalho, que têm grandes colégios eleitorais. Assim, no conjunto, melhor seria para a sigla que Paulo desistisse da queda de braço com Merlong, transferindo para o secretário de Governo de Wellington Dias os apoios (mesmo poucos) que têm na região do entorno de Campo Maior.

Havendo chapão, se considerarmos os colégios eleitorais de Rejane Dias (PT), Iracema Portella (PP), Assis Carvalho (PT), Marcelo Castro (MDB), Júlio César (PSD), Flávio Nogueira (PDT), Silas Freire (Podemos), Merlong Solano (PT), Paes Landim (PTB), Fábio Abreu (PTB), Marcos Vinícius (PTC) e Mainha (PP), Paulo Martins teria de virar um fenômeno até o início da campanha, para que possa se tornar competitivo frente aos seus anseios.

Terá ainda de enfrentar lideranças emergentes em Campo Maior, que vêm colocando seus nomes na pré-campanha, entre eles o presidente da Câmara, Fernando Miranda (PT) e o novato Devan Eugênio, ainda sem partido, que tem como apoiadores os contra-políticos e anti-PT. Se efetivadas as candidaturas de Paulo e Devan, lideranças estimam uma disputa de igual, cerca de 8 mil votos para cada um, em Campo Maior. Entretanto com Fernando Miranda no jogo, o ex-prefeito poderia perder colégios eleitorais para o vereador petista.

Sem contar que uma campanha de Paulo para deputado federal deixaria Aluísio Martins ainda mais enfraquecido. Com o ex-prefeito tendo de correr atrás dos apoios em outras regiões, seu irmão ficaria sozinho na corrida pela reeleição na Assembleia Legislativa, mesmo tendo o apoio de mais prefeitos do que o irmão. Juntos, não se pode negar que são mais fortes.

Do outro lado, surfando nesta onda, está a oposição aos irmãos Martins, ansiosos para ver o ex-prefeito embarcar na aventura do sonho por uma vaga na Câmara, e deixando o irmão sem cobertura. É onde entra Antônio Félix, frente à possibilidade de chegar aos 10 mil votos caso enfrente Aluísio longe da aba do irmão.

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