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Uespi corre o risco de ter 50 cursos fechados por falta de estrutura

O Ministério Público do Piauí está avaliando 50 cursos da Universidade Estadual do Piauí (UESPI) que estão em situação irregular. De acordo com o órgão, se o governo do Estado não oferecer estrutura para a regularização desses cursos, os mesmos serão fechados.
O promotor de justiça Fernando Santos explicou que o maior problema desses cursos é a falta de professores efetivos.

“O que nos preocupa é que segundo o Conselho Estadual de Educação é que para que um curso possa funcionar são necessários no mínimo cinco professores efetivos e esses cinquenta cursos não possuem esse mínimo que o conselho determina. Nós já realizamos quatro e vamos realizar uma quinta audiência para que possam solucionar esse problema e chegar a um acordo com o governo do estado”, disse.

Ainda segundo o promotor, um concurso público deve ser realizado para que docentes efetivos assumam suas funções no próximo ano. Se as medidas não forem tomadas, o órgão irá pedir o fechamento dos cursos.

“O Ministério Público propõe que o governo faça um concurso público para professores efetivos, na faixa de 130 professores, a fim de que se possa iniciar no ano de 2017 com esses professores já contratados. Caso governo não apresente soluções, o Ministério vai pedir o fechamento desses cursos”, pontuou.

Além da falta de professores efetivos, o órgão denunciou a falta de técnicos nos laboratórios e administrativos. O promotor denunciou também que a maioria dos cursos irregulares são referentes aos campi do interior.

Em nota a “Administração Superior da UESPI informa que a IES não tem a intenção de fechar cursos de graduação. Contudo, reconhece que, sem autonomia, depende da ação do Governo do Estado para suprir a falta de professores mediante concurso público. Informou, ainda, que no caso dos 12 cursos denegados pelo Conselho Estadual de Educação do Piauí, a IES está autorizada a conceder grau aos alunos matriculados.”

Fonte: G1

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